Página Inicial   | Fale Conosco   Ponto Novo, 01 de Outubro de 2014.
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PONTO NOVO: NOSSA HISTÓRIA, NOSSA GENTE
POR JOSELITO VENÂNCIO DA SILVA
EDIÇÃO ESPECIAL
In memorian de Generino Venâncio da Silva e Anália Moura da Silva, meus pais.



Como tudo Começou

Ponto Novo surgiu na margem direita do rio Itapicurú-Açú, na extremidade norte do então município de Saúde, Região de Jacobina, por volta do ano de 1946. Nasceu com o advento da construção de uma ponte, pelo DER-BA, sobre o referido rio, na estrada que ligaria Feira de Santana a Juazeiro, cortando terras da fazenda Capim Grosso, propriedade de Leovigildo Ferreira da Silva e Agnelo Pereira do Amaral.

O número de operários nas margens do rio era um convite para os “mascates” (vendedores ambulantes) que andavam por todas as fazendas da região. Um velho de nome Luciro era um dos que saíam de suas cidades com produtos para a venda “domiciliar”. Seu produto principal: pães feitos em Saúde. Sob o sol quente ele achou por bem fazer um barraco de palha de ouricurizeiro – abundante nas proximidades, a exemplo do senhor Antonio Pereira que, nas imediações de onde hoje se situa a Delegacia de Policia, fizera um “bar” para vender pinga. A poucos metros dali o senhor Isaías – cunhado de D. Jovem – ganharia duzentos cruzeiros para roçar a área onde seria a feira, deixando tudo cheio de tocos. Outros o acompanharam na empreitada. Com o calor e o descuido de alguém uma pequena fagulha deu início a um incêndio que transformou todos os ranchos em cinzas. Conta-se que alguém subiu numa árvore e enquanto o fogaréu tomava conta de tudo ele dava gargalhadas que contagiou todos os outros que presenciavam a cena, inertes, pois apesar de muita água nas proximidades, foi impossível controlar o fogo.

Alguém resolveu a questão para evitar novos desastres: construiu-se um barraco de madeira revestido com barro, ou seja, uma “casa de taipa” e os outros repetiram a façanha. Com o aumento de “casas” e o grande número de pessoas já se reunindo em volta delas, resolveram, com a devida permissão e até participação dos proprietários das terras, limpar uma área para fazer onde seria “a feira”. Feira esta que aconteceu num domingo, quando foi abatida a 1ª rês, pelo Sr. Lafaiete Maia Freitas, à sombra de um umbuzeiro existente nas proximidades do próspero “povoado”.

Devido a grande quantidade de tocos existentes passou a ser conhecida a nova movimentação comercial como “a feira da rua do toco” e teve como primeiros comerciantes os Srs.: Lafaiete Maia Freitas (Maroto), Ovídio O. Gama, Pedro Mascate, Antonio Pereira e outros.

Admite-se que a “rua do toco” teve ainda o nome de “Várzea da Telha”, denominação esta advinda da produção de telhas na várzea hoje pertencente a Altino C. Araújo, nas proximidades do Clube Itapicuru.

O nome de Ponto Novo – segundo algumas fontes – foi uma colocação dos recém-fundadores, operários da construção da ponte, na sua conclusão. Alguns queriam que o lugarejo fosse chamado de Ponte Nova – justa homenagem à nova construção. Outros, alegando existir outro lugar com o mesmo nome, opinaram por Ponto Novo visto que se tratava de um “ponto novo” na região. Tem-se ainda a informação de que os caminhoneiros que iniciaram a utilizar a nova estrada começaram a marcar encontros no “ponto novo” de fiscalização implantado no povoado, que já contava com uma “bomba” de gasolina, algumas casas e até uma pensão.

A partir da década de 50, o povoado de Ponto Novo pertencente a Saúde, então distrito de Campo Formoso, tem sua população aumentada, através do processo migratório. Com a emancipação de Caldeirão Grande, o referido povoado torna-se distrito deste município. Neste período Ponto Novo já contava com sistema de eletrificação a motor. O abastecimento de água era feito através de animais ou mesmo por latas e potes transportados nas cabeças das pessoas.

Com o aumento progressivo da população, é manifestado o interesse dos políticos locais em tornar Ponto Novo um município.

E assim, no dia 08 de janeiro de 1989, houve o PLEBISCITO, onde a população do então distrito de Ponto Novo confirmou nas urnas o desejo de ter a Independência Política. O processo de emancipação foi encaminhado à Assembléia Legislativa do Estado, e a Lei Estadual n° 4837/89 de 24 de fevereiro de 1989, que foi publicada no Diário Oficial do dia 25 de fevereiro de 1989, criou o município de Ponto Novo.

Com a criação do novo município, foi incorporado ao mesmo o distrito de Barracas e o povoado de Limeira. Teve a sua primeira eleição em 03 de outubro de 1989, elegendo o seu primeiro prefeito, Nelson Maia.

Atualmente o poder executivo é representado pelo prefeito José Venâncio Sobrinho (Deto Venâncio) – em seu terceiro mandato – e o poder Legislativo pela Câmara de Vereadores constituída por nove vereadores, sob a presidência de Jair Venâncio da Silva.



Administradores:

Contando com apenas 19 anos de emancipação política, Ponto Novo, neste ano de 2008, entra no 4º ano do seu 5º. Mandato administrativo, assim delineado:
1989 – 1992: Nelson Maia Partido: PSC
1993 – 1996: José Venâncio Sobrinho (Deto Venâncio): PFL
1997 – 2000: Renivaldo José Porcino (Nem) Partido: PMDB
2001 – 2004: José Venâncio Sobrinho (Deto Venâncio): PFL
2005 – 2008: José Venâncio Sobrinho (Deto Venâncio): PMDB

A Sede da Prefeitura Municipal teve o seu primeiro funcionamento numa casa residencial na Praça Deputado Manoel Novais, passando no ano de 1993 para um prédio de uma escola adaptado especialmente para o seu funcionamento, com salas para todos os seus Departamentos, na Praça da Saudade. Em 2001, o novo Prefeito (Deto Venâncio) observando o crescimento da cidade e do município, novamente adaptou outro prédio, desta feita no centro da cidade. O novo Paço Municipal na Praça Leônidas Freire da Silva, apesar de grande, não conseguiu reunir todas as Secretarias e a Secretaria de Educação passa a funcionar em dependências próprias à Rua João Durval Carneiro, num prédio vizinho da Loja da Cesta do Povo. Além da Secretaria de Educação, o Setor de Transportes também foi deslocado da sede da Prefeitura e funciona no centro do Bairro Oscar Macedo.

A Câmara de Vereadores, quando da sua instalação para a primeira legislação – inclusive a Constituinte – funcionou na Rua Manoel Novais, indo para uma sala anexa à Prefeitura, na Praça da Saudade, de onde saiu para a Rua Altamirando Maia. Em dezembro de 2006 foi construída a sede definitiva com modernas e amplas instalações na Avenida Lomanto Júnior, no Bairro Oscar Macedo Costa onde passou a funcionar desde então.



Vereanças:

1989 – 1992 / Primeira Câmara:
Antonio Pereira Reis (Neguinho de Zé Panã)
Iderlândio Carneiro Maia
José de Lima Macedo (Deca)
José Guirra dos Santos (Zé da Boate)
José Luiz Filho (Zezinho de Zé Luiz)
José Orlando Quirino Gama (Landinho)
Manoel José Porcino (Nelo)
Mauricio Alves de Miranda
Valdo dos Santos (Galego)

1993 – 1996 / Segunda Câmara:
José Orlando Quirino Gama (Landinho)
Berinaldo Alves de Souza (Berinaldo)
Carlos Alves de Souza (Carlinhos)
Edizio Lopes da Silva
Godofredo dos Santos (Godô)
José Guirra dos Santos (Zé da Boate)
Luiz Costa Souza (Luís Zoada)
Manoel José Porcino (Nelo)
Valdo dos Santos (Galego)

1997 – 2000 / Terceira Câmara:
Adelson Carneiro Maia (Massa Bruta)
Godofredo dos Santos (Godô)
Iderlândio Carneiro Maia
José Guirra dos Santos (Zé da Boate)
Manoel José Porcino (Nelo)
Manoel Maia Souza (Valtinho)
Manoel Roberto Cavalcante (Robertinho)
Oscarito da Silva Costa
Valdo dos Santos (Galego)
Aparecida Pereira Cruz (Cida) – Ocupante da vaga aberta com o falecimento de Manoel José Porcino (Nelo) num acidente automobilístico.

2001 – 2004 / Quarta Câmara:
Adelson Carneiro Maia (Massa Bruta)
Godofredo dos Santos (Godô)
Iderlândio Carneiro Maia
Jair Venâncio da Silva (Jai)
José Guirra dos Santos (Zé da Boate)
Manoel Maia Souza (Valtinho)
Maria Salete Miranda Silva (Salete)
Oscarito da Silva Costa
Valdo dos Santos (Galego)

2005 – 2008 / Quinta Câmara:
Carlos Alves de Souza (Carlinhos)
David José Porcino (Vida)
Godofredo dos Santos (Godô)
Jair Venâncio da Silva (Jai)
José Guirra dos Santos (Zé da Boate)
Júnior Gonçalves (Jango)
Manoel Pereira Maia (Nél)
Manoel Roberto Cavalcante (Robertinho)
Maria Salete Miranda Silva (Salete)



Desmembramento

Como se pode observar no gráfico acima, a região onde se encontra Ponto Novo já participou dos municípios de Caldeirão Grande, Saúde, Jacobina e Senhor do Bonfim.

Para se conhecer melhor esta participação é só voltarmos ao ano de 1697, quando religiosos Franciscanos erigiram conventos e igrejas, sob a invocação de Nossa Senhora das Neves, no então arraial de Senhor do Bonfim. Em 5 de Agosto de 1720 a Carta Régia criou a vila de Jacobina com sede no arraial de Missão do Saí e em 24 de junho de 1724 a sede da referida vila foi transferida para onde é hoje a cidade de Jacobina. Em 1750 o arraial de Missão do Saí integrou a vila com o topônimo de Vila Nova da Rainha. Em 06 de Julho de 1914 foi criado o município de Saúde, com o território da Freguesia de Nossa Senhora da Saúde da Jacobina, desmembrado de Jacobina por Lei Estadual. Foi o município de Saúde extinto e anexado de novo a Jacobina em 1931, sendo em 01 de junho de 1933, restaurado com o território primitivo, por Decreto Estadual. A Lei 628, de 30 de dezembro de 1953 criou, junto com Caldeirão Grande, Taquarandi e Nuguaçú, o Distrito de Ponto Novo. Com o desmembramento de Caldeirão Grande do município de Saúde, por força de Lei Estadual datada de 25 de Abril de 1962, Ponto Novo acompanha o novo município, como distrito que era, junto com o distrito de Barracas.
Em 1989, através de consulta plebiscitária, transforma-se em município, por força da Lei Estadual nº. 4.837, de 24 de fevereiro de 1989. Ficando com o distrito de Barracas e o povoado de Limeira, anexados ao seu território.



DIREITOS EXCLUSIVOS PARA:
Joselito Venâncio da Silva
www.pontonovobahia.com.br
E-mail: joselitovsilva@hotmail.com

Ponto Novo
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